Aviso a quem quiser deixar comentários!!

Quero agradecer a todos que deixaram comentários no blog. Gostaria de responder a todos que nos escrevem, mas tenho encontrado dificuldades porque não há contato. Por isso, peço a todos que queiram nos deixar uma mensagem, para deixar também um email de contato ou então enviar diretamente para sitioperfeicao@yahoo.com.br .
Grata!

Lis

Fotos

Estamos devendo algumas fotos do sítio. Vão aqui umas para saciar a curiosidade de quem ainda não o visitou. É bonito, não é?








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Ditos sobre o tempo II

Mais um dito meteorológico da roça, dessa vez passado pelo Teixeira. Chega meio tarde, mas vale para o próximo ano. No último dia do ano, antes de dormir, põe-se 12 punhadinhos de sal, um do lado do outro. Cada punhadinho vai corresponder a um mês do ano. No dia seguinte, observa-se o que aconteceu ao sal. Os punhados que ficaram secos correspondem aos meses de seca e os que escorreram água, aos meses de chuva. Exemplo: se o primeiro punhado ficou seco e o segundo, molhado, quer dizer que o mês de janeiro será de seca e o de fevereiro, de chuva.

Outro a conferir.

Elogios devidos

Gostaríamos de registrar aqui nossos agradecimentos ao pesquisador Antonio Devide, da Agência Paulista de Tecnologia e Agronegócios - APTA de Pindamonhangaba. Fomos conhecer algumas pesquisas que desenvolvem e que incluem princípios de agroecologia e ele nos recebeu de forma extremamente gentil, nos levando para conhecer algumas partes da fazenda e nos dando valiosas informações. Nesse tour, fomos apresentados ao calopogônio, uma plantinha a qual não dávamos muita atenção mas que é ótima fixadora de nitrogênio, e também conhecemos uma paixão pessoal de Devide - e nossa também - a agrofloresta. Não temos como agradecer todas as dicas agrofloresteiras que recebemos.
Obrigado!!

Camisas à venda

"Precisamos de dinheiro nem que seja para comprar uma escova de dentes". Foi com essa frase que um dos fundadores da comunidade de Goura, em Paraty, nos explicou porque eles dedicam-se a vender produtos como banana-passa orgânica. Nós compartilhamos esse pensamento. Por mais que não concordemos com a sociedade, é utópico pensar que podemos viver totalmente fora dela. O que pode - e tem que - ser diferente são as bases desse relacionamento. Essa introdução é para explicar as razões que nos levam a vender os produtos do sítio. E como nossas escovas de dentes estão velhinhas, chegou a hora de fazer o nosso comercial. Estamos colocando à venda camisas com motivos aplicados artesanalmente. Cada modelo é exclusivo e não se repete. As camisas são acompanhadas por embalagens em bambu. A renda servirá para custear despesas do sítio como manutenção, aquisição de mudas e infrestrutura. Adquirindo as camisas você estará ajudando a transformar um local de pasto em uma área com mais biodiversidade. O preço é R$ 20,00 mais as despesas de frete. Mande um e-mail para sitioperfeicao@yahoo.com.br com o modelo escolhido e o endereço de entrega que retornaremos com o preço do envio. Depois, é só enviar um comprovante de depósito via e-mail que remeteremos o produto.



01 - Baby look tamanho G



02 - Tamanho G



03 - Tamanho G




04 - Baby look tamanho M





05 - Tamanho P





06 - Baby look tamanho G





07 - Baby look tamanho M





08 - Tamanho G







09 - Baby look tamanho G




10 - Baby look tamanho G





G 11 - Baby look tamanho M





12 - Tamanho G





13 - Tamanho G




14 - Baby look tamanho G





15 - Tamanho G




16 - Tamanho G





17 - Tamanho G

Ditos sobre o tempo

Dois ditos populares que ouvimos sobre previsão do tempo:

"Os primeiros 12 dias de janeiro regula o resto do ano. Seca até o dia 5, seca até maio e assim por diante"

"Seca na (lua) nova de agosto é seca o ano inteiro até o dia derradeiro"

A conferir...

Ainda sobre a estiagem

Depoimento sobre a seca do ano passado dado por um produtor de leite: "nunca vi seca tão prolongada. O pasto das vacas acabou, cortei capim, o capim acabou, fui longe buscar mato e já estava vendo a hora que ia começar a perder animal de fome, porque não tinha comida"

Tempo das águas... Que água?

Estávamos contentes em ver as águas do sítio voltando depois de uma seca tão prolongada quando a chuva parou. Um dia, outro, mais outro... Foram mais de 13 dias de um sol escaldante e nenhuma gota de água no céu. Nas cidades, nos nossos escritórios climatizados de grandes janelas e persianas fechadas, somente nos damos conta da seca quando começam a aparecer as reportagens sobre falta de água e de energia. Aqui no campo, cada dia de sol é contado no dedo e todo agricultor sabe há quantos dias não chove. Sentimos com mais força as alterações no tempo e nos ciclos da natureza. Nas cidades, é mais fácil abaixar a persiana...

Frase de hoje e sempre

"Fazer bem as pequenas coisas"
Salgueiro Dias

Abelhas nativas em crise de habitação

Conhecidas como abelhas indígenas sem ferrão, ou meliponíneos, nossas abelhas sociais nativas estão virando sem-teto. E a culpa é de quem, adivinhem? Do ser humano, claro. Grande parte faz sua colméia em ocos de árvores e, com o desmatamento aumentando, estão ficando sem casa. E sem direito a crédito imobiliário e saque no FGTS. Todo o ecossistema sai perdendo com isso. As abelhas sem ferrão são responsáveis por 40 a 90% da polinização das árvores nativas. No sítio, estamos tentando obter novas colônias e encontramos um ótimo site sobre o assunto, chamado Laboratório de Abelhas, da Usp. Lá, tem um guia ilustrado com as espécies e, em publicações, um grande achado: o conteúdo completo do livro “Vida e Criação de Abelhas Indígenas Sem Ferrão”, de Paulo Nogueira Neto, considerado a bíblia dos meliponicultores. O endereço é : http://eco.ib.usp.br/beelab/.

Ô água boa!!

Finalmente, chegou o tempo das águas! Praticamente todos os dias, no fim da tarde, a chuva está dando o ar da sua graça. E que graça. As plantas parecem até sorrir, confirmando o velho ditado da roça de que como água de chuva não tem outra. Até uma bananeira que julgávamos perdida, renasceu. Córregos e brejos também já começaram a encher novamente, nos deixando mais aliviados quanto ao suprimento de água. Ufa!!

Novos parceiros

Temos quatro novos parceiros no sítio: duas galinhas, um galo e uma perua viúva. Os dois últimos foram dados pelo meu sogro (havia um peru mas não chegamos a tempo de evitar que ele fosse para o prato...). As duas galinhas foram compradas no vizinho. Montamos um galinheiro de bambu, cercamos e enterramos a tela para evitar que algum bicho passasse por baixo. Mesmo assim, um dia encontramos a parte de cima da tela arriada e abauluada em alguns pontos, como se tivessem forçado para fora. Seguindo as evidências, nossa operação-detetive, concluiu que algum animal conseguiu entrar no galinheiro fazendo um furo na tela e depois não achou mais a saída, terminando por escapar pela parte de cima, pulando. Temos um forte suspeito: nosso vizinho lobo quis mudar o cardápio de lobeira. Para evitar essas incursões gastronômicas ao galinheiro, reforçamos a tela na parte de cima e de baixo com um fio de arame farpado. Abaixo: foto do galinheiro, feito com bambu tratado.

Massa refratária natural

Há algumas semanas, o prato principal da nossa casinha parecia ser casal defumado, tal a quantidade de fumaça que saía do fogão a lenha. Motivo: chaminé entupida.
Para fazer a limpeza, era preciso tirar a tampa do fogão e aí surgiu a dúvida: como recolocar a peça se não tínhamos massa refratária para fazer a junção novamente e evitar que a fumaça escapasse? Meu sogro deu a resposta rápida: tabatinga. O resultado foi perfeito. A tabatinga fez o papel da massa sem problemas e sem vazamentos. E fica aqui uma dica para quem pensa em comprar fogão a lenha. Na hora da manutenção, será mais fácil se o fogão tiver uma abertura na tampa que dê acesso à chaminé. Alguns modelos têm (o nosso não, infelizmente!). E se optar por um chapéu de barro, não adianta colocar quilos de massa para uni-lo às manilhas. Quando houver entupimento, o chapéu vai ter que sair de lá.

Lições da estiagem

Bill Molison já disse que as “necessidades básicas importantes como suprimento de água, alimentação, energia e proteção contra o fogo deveriam ser supridas em duas ou mais formas”. Está lá no livro “Introdução à Permacultura”, na página 21. Na época das chuvas, em que água é abundante e o único fogo que vemos é quando se acende o fogão a lenha, é fácil não dar o devido crédito a essa recomendação ou deixar para depois. Mas esse alerta é muito importante e deve constar sim no planejamento da propriedade, inclusive como um item prioritário. Nós, por exemplo, estamos vendo a necessidade de contar com um sistema de captação e armazenamento de água de chuva e de proteção contra o fogo. Por mais fértil em água que o sítio seja, o fornecimento deve sim ser suprido por mais de uma forma e uma barreira contra fogo deve ser implementada, com açudes, vegetação rasteira, estradas, etc.

Fogo por todos os lados

Se a água sumiu, o fogo tem aparecido por aqui com toda a força. Vimos focos de queimadas por toda a região e um deles atingiu parte da propriedade de um conhecido. É um cenário que parece de guerra. Árvores retorcidas, cheiro de mato queimado, fumaça. Parece que caiu uma bomba. E, pensando bem, foi mesmo. Uma bomba fabricada por nós, seres humanos, mais uma vez.

Água por um fio

Estamos há quase dois meses sem uma boa chuva, daquelas que molham bem o solo, deixam um cheirinho de terra molhada no ar e o clima fresco. Para não dizer que não choveu, houve alguns episódios de chuvisco leve, que não molhou o solo, não deixou cheiro de terra molhada e nem refrescou a temperatura. Sem a água do céu, a água aqui na terra vai sumindo, sumindo, sumindo... E é o que está acontecendo no sítio. Estamos acompanhando a nossa nascente principal diminuir dia após dia. Na cidade, diariamente o fornecimento de água é interrompido por algumas horas. O calor parece de verão, embora estejamos na primavera. Já houve quem nos contasse estar há 13 anos em São José do Barreiro e nunca ter visto seca tão grande como a deste ano. Conversamos com alguns moradores da área rural sobre a estiagem e a falta de água e eles já encontraram uma solução para o problema. Pensamos logo: “ah, agora vão pensar em reflorestar nascentes, proteger rios, fazer manejo ecológico de pastagens”. Que nada! A saída que todos dizem é: “Vamos cavar um poço!!”. Mas essa prática saída, nos deixa uma dúvida: e o nível do lençol freático também não está diminuindo?

Tempo de plantar

No campo, a água é tão importante para o plantio que, em vez de inverno e verão, divide-se o tempo em época das águas e época da seca. Agosto é o fim da seca e setembro, o início das chuvas. Por isso, este mês também é tempo de preparar a terra para receber o cultivo. Aqui, no próximo mês (setembro)planta-se principalmente feijão, milho e amendoim. O método mais usado é a queima do solo, seguida de capina. Pensamos que queimar o solo destrói também parte de sua vitalidade e queremos optar por uma roça sem fogo. Vamos usar também mais consórcios e adubação verde. O primeiro passo nosso agora é fazer uma análise de solo com o objetivo de verificar os nutrientes da terra que vamos plantar. Em São Paulo, a Casa da Agricultura oferece esse serviço e orienta como retirar a terra para análise. Custa R$ 15,00 a análise simples e R$ 30,00 a completa. O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) também, mas é preciso arcar com os custos do envio da terra pelo correio.

Observações do mês de julho

Os dias continuam curtos e as noites, longas. O vento enfraqueceu e o orvalho também diminuiu. A chuva está escassa. Durante mais de 15 dias não choveu uma gota. Após esse período, caiu uma chuva fraca, insuficiente para molhar a terra, e seguiu-se novo período de seca. Na cidade, a área de captação de água está baixa.
Há mais flores na mandala: de rúcula, mostarda, couve chinesa, brócolis. As borboletas estão sumidas, mas as flores são disputadas pelas abelhas.
As abelhinhas sem ferrão que moram no bambuseiro ensaiaram um enxame mas não trocaram de casa. Disseram que podia ser "vôo nupcial".
Estamos fazendo experiências com cultivo de flores.

"A gente sabe, a gente faz" - adendo

Depois de postar o tópico abaixo, enviei um e-mail ao Sebrae (rural@sebrae.com.br) perguntando se poderiam enviar um Cd com os áudios dos programas. Estava 99% certa de que não seria atendida. Mas fui! Eles me responderam no mesmo dia, solicitando meu endereço e afirmando que enviariam o Cd. Parece que, enfim, vou saciar a minha curiosidade sobre os outros programas que não ouvi.

"A gente sabe, a gente faz"

Mãe é realmente tudo de bom. Foi ela quem me avisou que o Sebrae estava veiculando um programa destinado aos agricultores familiares, com informações sobre como plantar melhor, calcular custos, diversificar a produção e proteger o meio ambiente. Infelizmente, não tinha rádio na época da veiculação (agora ela me deu um) e não pude ouvir. Mais uma vez, provando que mãe é realmente tudo de muito bom, ela gravou alguns programas, não todos porque o gravador deu problema. Os que eu ouvi, gostei muito. É uma linguagem fácil, para gente do campo. Quem comanda é o contador de causos Rolando Boldrin, lembram dele? Foram 40 capítulos no total.
Procurando na internet, achei os arquivos disponíveis na Rádio Câmara, da Câmara dos Deputados de Brasília. Mas não consegui ouvir, talvez por causa da minha pobre conexão discada. Se alguém ouvir, comente o que achou. Para acessar, entrem em http://www2.camara.gov.br/radio e digitem a gente sabe, a gente faz no campo de pesquisa do menu à esquerda.



Postado por: Lis